Este é o local da miraculosa cura, feita por Jesus, de um homem paralítico, como foi recontado exclusivamente no Evangelho de João, e também sobre o nascimento de Anna, Mãe de Maria. O solo possui grandes escavações revelando os cinco tanques originais e sucessivas ruínas dos Bizantinos, igrejas medievais e das cruzadas, construídas sobre os tanques assim como um sistema de aqueduto que data do século VIII AEC que fazia o suprimento de água para o templo. As camadas estão etiquetadas e sinalizadas por cores e são fáceis de serem seguidas, mas sobrepujando a tudo isto está a mais pura de todas as igrejas da época das cruzadas do país.
A igreja de Santa Anna foi construída pelos cruzados sobre um canteiro adjacente à igreja Bizantina destruída por Hakim (que teve uma pequena capela construída sobre o mesmo local). Não muito depois, Salah id-Din invadiu a cidade e em 1192 a igreja foi transformada em uma escola islâmica (o registro de abertura ainda existe sobre a porta). Nos anos subseqüentes, a igreja caiu em desuso, mas miraculosamente nunca foi destruída. Dessa forma permaneceu até 1856 quando o Governo Otomano, procurando uma forma de expressar sua gratidão para com a França pela ajuda prestada em crimes de guerra, doou a igreja e até hoje a mesma é conduzida por padres Franceses.
Os tanques das ovelhas eram um “hospital” (Aesclepion) Grego com fundamento em parte pelas curas milagrosas feitas por intervenções divinas, parte pelos aspectos essenciais de reclusão e descanso, e parte nas teorias que estiveram em voga pelos Analistas Junguianos.
João Capítulo 5
2 Ora, em Jerusalém, próximo à porta das ovelhas, há um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco alpendres. 3 Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressecados, esperando o movimento da água. 4 Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse. 5 Achava-se ali um homem que, havia trinta e oito anos estava enfermo. 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: “Queres ficar são?” 7 Respondeu-lhe o enfermo: “Senhor, não tenho ninguém que, ao ser agitada a água, me ponha no tanque; assim, enquanto eu vou, desce outro antes de mim”. 8 Disse-lhe Jesus: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. 9 Imediatamente o homem ficou são; e, tomando o seu leito, começou a andar. Ora, aquele dia era sábado. 10 Pelo que disseram os judeus ao que fora curado: “Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito”.
11 Ele, porém, lhes respondeu: “Aquele que me curou, esse mesmo me disse: ‘Toma o teu leito e anda’”. 12 Perguntaram-lhe, pois: “Quem é o homem que te disse: ‘Toma o teu leito e anda’?” 13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se retirara, por haver muita gente naquele lugar. 14 Depois Jesus o encontrou no templo, e disse-lhe: “Olha, já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior”. 15 Retirou-se, então, o homem, e contou aos judeus que era Jesus quem o curara. 16 Por isso os judeus perseguiram a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. 17 Mas Jesus lhes respondeu: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. 18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.